segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mestres do Universo (1987)



Título original: Masters of the Universe

Direção: Gary Goddard

Duração: 106 minutos

Elenco: Dolph Lundgren, Frank Langella, Couterney Cox.

Sinopse: Masters of the Universe é um filme americano de 1987 produzido pela Cannon Films, baseado na linha de personagens Masters of the Universe, que inclui a série de animação He-Man and the Masters of the Universe (He-Man e os Mestres do Universo, no Brasil). Esqueleto (Frank Langella) conseguiu invadir o castelo Grayskull e fez a Feiticeira (Christina Pickles) como sua prisioneira. Sua intenção é drenar sua força de forma a obter os poderes de Grayskull. He-Man (Dolph Lundgren), o homem mais forte do universo, e seus amigos Duncan (Jon Cypher), Teela (Chelsea Field) e Gwildor (Billy Barty) acidentalmente foram enviados à Terra pela chave cósmica, uma invenção de Gwildor que permite a abertura de portais entre quaisquer pontos da galáxia. Desejando ter em mãos este objeto, que o ajudará a conquistar o universo, Esqueleto resolve vir à Terra para encontrá-lo. Só que a chave cósmica agora está com Julie Winston (Courteney Cox) e seu namorado Kevin (Robert Duncan McNeill), que não sabem que a Terra está prestes a se tornar palco de uma batalha cósmica.

Comentário: Essa adaptação da série de animação He-Man foi um grande fracasso de bilheteria, já que custou US$ 17 milhões e arrecadou pouco mais do que isso nos Estados Unidos. Mas tudo tem uma explicação. Os fãs costumam não aceitar que seus heróis preferidos sejam adaptados para a tela grande com desleixo e liberdade pelos produtores e foi isso que aconteceu aqui. Em primeiro lugar, He-Man é apenas um exímio guerreiro sem superpoderes. Embora sua espada seja mágica, na maior parte do filme ele utiliza apenas armas de laser, como aquelas que aparecem em “Guerra nas Estrelas”. Além disso o alter-ego do herói, o Príncipe Adam, ficou de fora, assim como o Gorpo – o mago brincalhão –, e Pacato – o tigre medroso que se transforma no Gato Guerreiro. Também faltam alguns dos aliados do herói.
A caracterização de He-Man por Dolph Lundgren é bem distante do original, visto que o uniforme é diferente assim como o cabelo (Lundgren teria ficado ridículo se tivesse usado o mesmo penteado do herói). Além disso, ele tem cara de mau (não é a toa que seus papéis mais destacados foram de vilões, como em "Rocky IV" e "Soldado Universal"), enquanto que o He-Man do desenho tem cara de bonzinho.
Outro problema do filme é o cenário. Quando a ação se passa na terra, não se vê um pedestre nas ruas onde o herói enfrenta os soldados do Esqueleto, o que torna tudo superficial e nada realista. Já o cenário do reino de Etérnia é pobre e nada grandioso, bem diferente do que se viu em outros filmes do gênero na época, como “A História Sem Fim” (1984). Em suma, esse filme é mais um grande fiasco produzido pela dupla Menahem Golan e Yoram Globus, que antes já tinha nos dado a bomba "Hércules".




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